Série – A realidade do inconsciente
O surrealismo de Leonora Carrington,
Algo esplêndido surgiu na frança no inicio do século XX, o movimento surrealista. Esta é a primeira postagem de um serie de postagens que pretendo fazer sobre o assunto.
O surrealismo ou “realidade do inconsciente” como prefiro chamar salpicou sobre o cinema e a musica todo um contexto figurativo, imaginário capaz de deixar perplexo qualquer criatura com um mínimo de sensibilidade, grandes nomes aderiram ao movimento, Dali, Freud, Magrite e outros menos populares.
Vou dissertar um pouco sobre a inglesa Leonora Carrington, o post não é coincidência, escolhi começar por ela, porque comemora o dia do seu nome em abril (mês do meu aniversário) e faleceu este ano.
Sua obra é reflexo principalmente do ocultismo, religiões celtas e um mundo místico de fadas e bruxas, não menos reais que o tridimensional.
Carrington, conviveu com grandes artistas, Picasso, Dali, Juan Miró ao se mudar se mudar para Paris com adepto do movimento Max Ernst.
Expulsa de diversas escolas e relutante à criação burguesa, começou a fumar aos 11 anos de idade, foi enviada a França (Florença) pelos seus pais para estudar artes na Academia da Dra. Penrose, lá sofreu as primeiras influências dos grandes mestres e suas obras. Mais tarde em seu regresso a Londres seguiu com os estudos relacionados a arte em Chelsea School e na Academy of Amédée Ozefant.
Bem como Remedios Varo a segunda guerra mudou os rumos de Carrington, Ernst que era alemão foi preso até conseguir fugir para a América, enquanto a artista residia em Madri, onde sofreu com as crises nervosas somáticas derivadas dos episódios da guerra e acabou sendo internada em um hospital psiquiátrico, de onde fugiu e foi parar no México, dando corpo ao seu trabalho através das referências obtidas dos artistas locais, Diego Rivera, Frida Kahlo e Varo.
Em 1941, a artista casou se com o diplomata mexicano Renato Leduc em Lisboa. Um ano depois se divorciaram. Carrington posteriormente se casou com o fotógrafo Emerico Weisz com quem teve dois filhos, Gabriel e Pablo.
A natureza impregnada de ocultismo cujo resquício eram as civilizações pré-hispânicas serviram de palco para a confecção que na época se dava de modo enérgico, da sua arte.
No ano de 2005, recebeu o Prêmio Nacional de Ciências e Artes. Em 2008, expôs suas esculturas ao ar livre ao longo da Avenida Paseo de La Reforma.
Estilo: Pintora, escultora e tapeceira surrealista, magia, alquimia e ocultismo, gnosticismo, denota preocupação com o fator feminino em suas obras.
Principais obras:









